
Maio foi quente, meio mágico, na real, sei lá, parece meio que rolou uma janela no tempo onde a gente foi meio que tragado por um vácuo massa e que a gente já sente falta.
Na realidade, o tiro inicial foi dia 29/04, foi uma chacoalhada que misturou ansiedade, um certo nervosismo e um susto de repente tá lá, chegou o dia e vai do jeito que tá.
Juliana com febre e altamente comprometida com uma sinusite/crise de asma, a gente numa fase doida de trampo, pipocando compromissos financeiros negociáveis (só da nossa parte) e numa relação próxima com o cheque especial da conta bancaria. Do nada, tá lá nóis e nossos camaradas no palco do Hangar, lugar que eu sempre frequentei e nunca tinha tocado até então, abrindo pro último show do Lucifer da turnê da América Latina.
Foi massa! Hangar lotado, só nóis e a banda principal, foi do jeito que deu mas deu bom!

Mastigamos tudo o que tinha acontecido já pensando no que ia rolar na quinta-feira da semana seguinte, afinal, em menos de 10 dias a gente tinha que tá na estrada pois íamos tocar com o Bike e Graveyard em Curitiba.
Foram 6:30h de estrada onde eu percebi que os pneus do carro estavam literalmente lisos quando começou a chover. Fomos direto pro Basement passar o som e nesse momento já rolou o primeiro contato com os Graveyard's. Foi massa encontrar os caras de novo e só ratificou que eles são gente fina mesmo, de verdade!
Curitiba pegou fogo apesar, da chuva torrencial. Pra gente da banda foi melhor que o primeiro show do Hangar, alguns demônios já tinham sido exorcizados em abril, maio abriu melhor!

7hs da manhã, lá estávamos novamente com pneus slick enfrentando uma das estradas mais perigosas do Brasil, foram 5hs de chuva das 6hs de estrada, tenso! Um abraço pra Carol que nos acolheu em Curitiba!
Novamente caminhamos pro Hangar, foram 29 anos dos meus 43 aguardando o dia pra tocar lá e no final, toquei dois finais de semana seguidos.
A gente sabia que esse seria o fechamento dessa janela doida que a gente mergulhou e eu e meus companheiros de banda entendemos que foi o melhor show! Tudo mais coeso, em cima, justo e no vapor! Estávamos felizes com o que fizemos, o show do Bike foi um bloco sonoro com toques de tontura pra quem conseguiu mergulhar no propósito, foi fudido e o Graveyard encerrou e bateu de um jeito diferente.

A gente não nega que curte muito essa banda e depois de tudo, o show dos caras foi ressignificado de uma forma mais profunda. Foda!
Quando tudo acabou, todo mundo se despediu ansiando por um retorno breve dos caras e com aquele de sentimento do tipo, "porra, acabou! Vamo volta a falar de boletos!"
Virou história e no final, é isso que precisa ser gerado!
Um salve pra crew da Xaninho que deram uma força, todo mundo que fez resenha, tirou foto, os amigos que puderam colar e todo mundo que conheceu a gente lá.
Bjos
Franco

Fotos
Peralta.jpg | Drencron (Thais) | Lucas Shtorache
